quinta-feira, 25 de agosto de 2011

A Maconha pode se assim...

 Também chamada "erva" ou "fumo".
 Mistura de folhas, caules e inflorescências da planta Cannabis sativa.
 Geralmente usada em forma seca, fumada em cigarros artesanais preparados pelo próprio dependente; estes cigarros são chamados baseados ou finos.
 Ao ser queimada, a erva exala um odor enjoativo característico, apelidado de "maresia"
 Existe uma preparação mais potente, obtida com a resina somente das inflorescências superiores da planta, chamada haxixe. Cerca de 8 vezes mais potente que a maconha, geralmente é ingerido, não fumado. Praticamente desconhecido no Brasil.
 O cultivo da maconha é ilegal em quase todos os países.
 O princípio ativo da maconha, conhecido pelo seu ingrato nome químico de tetra-hidro-canabinol, é freqüentemente abreviado como THC.
 A maconha era conhecida na Ásia Central e na China já desde 3000 a.C. Era considerada uma droga poderosa da medicina popular, sendo receitada na forma de chás, invariavelmente com outras ervas, para algumas doenças. A dose usada parece que era pequena demais para qualquer efeito.
 Por volta de 1900, começou a ser usada como "droga", para obter "barato". Durante os anos 60, foi cultuada pelo movimento Hippie, e seu uso como droga começou a se espalhar, principalmente entre estudantes e jovens. Desde o final da década de 60, é a droga causadora de dependência mais usada, depois do álcool.
 Uma pesquisa de 1982 do NIDA (National Institute on Drug Abuse) nos EUA, demonstrou que um pouco menos do que 1 em cada 3 jovens de 18 a 25 anos já experimentou maconha pelo menos uma vez na vida. No Brasil, estatísticas não tão abrangentes indicam que em nosso país a situação é semelhante.
 Houve toda uma discussão sobre se a maconha pode causar dependência. Sim, ela causa dependência psicológica, e profunda. A dependência física não é chamativa, e ninguém tem sintomas graves de abstinência de maconha (como, por exemplo, as convulsões que podem ocorrer na abstinência do álcool). Não obstante, é um droga formadora de dependência, difícil de sobrepujar. Por exemplo, entre usuários de várias drogas em recuperação, é freqüente que não sintam falta do álcool e da cocaína, do crack e das anfetaminas após algum tempo de abstinência, mas que sintam falta da maconha até após longos períodos de abstinência. Muitas vezes, voltam a usar maconha "por bobeira", recaindo para a maconha e para outras drogas.
 É raro que na primeira vez que usa maconha, a pessoa sinta qualquer efeito psicológico. Muitas vezes, nada sente, ou enfrenta sintomas físicos até desagradáveis, como diarréia, por exemplo. O efeito total vai se desenvolvendo com o uso, demorando mais ou menos conforme a pessoa.
 No início do uso, os colegas do usuário lhe dizem que "É assim mesmo!", que é preciso continuar a usar até ter o efeito, descrito como uma experiência muito agradável, (Exageradamente agradável, como sempre acontece quando um dependente fala do efeito de sua droga). Estimulado pelo grupo, e confiante de que "Não vou ficar viciado de fumar umas poucas vezes!" ou de que "Maconha não vicia!", a pessoa continua o uso, sem saber no que está se metendo.
 A dependência psicológica vai se estabelecendo aos poucos, sem que o usuário o perceba, e não é preciso o uso diário ou intenso para que se estabeleça.
 O usuário quer sentir aquele efeito tão maravilhoso que lhe foi descrito em cores tão vivas. Obtém efeito, mas ele não é tudo aquilo que lhe dizem ser. A solução que lhe aparece na cabeça é intensificar o uso... ou procurar uma droga mais "eficaz". Este é um dos problemas da maconha: é a porta de entrada para outras drogas. Dificilmente, o usuário de maconha fica só na maconha. Por exemplo, de todos os dependentes de maconha em tratamento no CAPS em Joinville em 1996, nenhum nunca tinha experimentado outra droga.
 O THC é uma droga depressora do Sistema Nervoso Central. Isto quer dizer que faz com que o cérebro e o corpo "andem mais devagar".
 Os usuários de maconha relatam duas fases da intoxicação pela droga: inicialmente, quando a droga somente está "desligando" os controles internos que possuímos, ocorre desinibição, com euforia, aumento da sensibilidade a estímulos sonoros e visuais, e uma certa confusão de sentimentos. À medida que a droga vai deprimindo outras funções cerebrais, aparecem sedação e apatia; uma mudança na maneira como a pessoa sente seu próprio corpo e seu ambiente; a percepção do tempo é alterada, parecendo que o tempo "deu uma parada". O pensamento é perturbado por uma mistura de idéias e memórias fragmentadas. Oscilações de humor, variando de alegria a tristeza, de ansiedade a apatia. Sensações agradáveis relatadas são "prazer", "tranqüilidade" e sensações "esquisitas mas agradáveis" vindas dos 5 sentidos; sensações desagradáveis incluem confusão mental, reações de pânico agudas, medo, desesperança, perda do controle de si mesmo.
 Doses maiores (ou mesmo doses pequenas em pessoas sensíveis) podem causar alucinações, paranóia, delírios e despersonalização.
 Da parte física, a maconha provoca aumento da freqüência cardíaca; olhos vermelhos por congestão; aumento do apetite; sonolência, dificuldade de controle muscular, e um sentimento de opressão no peito.
 Como no caso do álcool, a intoxicação por THC provoca uma diminuição da memória, da capacidade de raciocínio, da memória, da concentração e da capacidade de reação necessária para dirigir ou operar máquinas.
 O uso crônico da maconha pode desenvolver uma síndrome amotivacional, caracterizada pela falta de interesse, motivação, vontade e energia. A pessoa não se importa com nada, não deseja fazer nada, deixa sua vida familiar, social, sexual, profissional, relacional, estudantil, tudo. Virtualmente, a pessoa vegeta, e não se importa com isto.
 A maconha tem sido alvo de todo um lobby de determinados grupos da sociedade em prol de sua legalização (na verdade, que seu porte e uso não sejam considerados crime). Para isto, a maconha tem sido apresentada como uma droga "light" (o que não é!), uma droga "natural" (que não quer dizer nada, pois o tabaco também é natural e ninguém diz que fumar é bom!), uma droga que não causa dependência (apesar de causar!) etc. etc. O objetivo de toda esta campanha é que a sociedade encare a maconha como uma "droguinha" inócua...
                                        

domingo, 21 de agosto de 2011

Tudo sobre o Rei


Vida de Bob Marley


Bob Marley nasceu no pequeno condado de Nine Miles, no estado de St. Ann, na Jamaica, em 6 de fevereiro de 1945. Filho de um militar inglês branco e uma negra, Bob foi criado sem o pai, que o abandonara antes mesmo de nascer. Mas foi no gueto de Trench Town, para onde se mudou mais tarde, que Bob começou a fazer história. O gueto era um lugar pobre, perto da capital da Jamaica, Kingston, para onde migravam camponeses de toda a parte do país, para tentar uma vida melhor na cidade. Foi lá que Bob conheceu seus primeiros parceiros musicais, Winston Hubbert Mcintosh (Peter Tosh) e Bunny Livingstone (que mais tarde passou a se chamar Bunny Wailer)e mais tarde sua mulher, Rita. Foi frustado com a carreira de ajudante de soldador, que Bob, finalmente, resolver tentar a carreira musical. Em 1961, Bob, Peter e Bunny montam os Wailing Wailers. O primeiro compacto foi "Judge Not". Daí para o primeiro Sucesso, "Simmer Down" se passaram 3 anos. O rythim'n'blues americano associado ao som local, o mento, formava o ska, que contagiava a ilha. O reggae foi uma evolução do ska, que foi ficando mais lento, já que os dançarinos da época reclamavam do calor que sentiam ao dançar o rápido ritmo. Em 1966, Cedella, mãe de Bob, batalhava algum dinheiro nos EUA e Bob foi morar com ela, mas antes casou-se com Rita, no dia 6 de fevereiro do mesmo ano. Bob foi para os EUA e trabalhou na fábrica de montagem da Chrysler, mas 7 meses mais tarde estava de volta à Ilha, onde encontra uma Jamaica diferente, que vivia sob o impacto da filosofia rastafari, devido à visita de Hailé Selassié, dito descendente do rei Salomão com a rainha Sabá, fato que influenciaria muito suas músicas. Em 69, os Wailers se juntam a Lee Perry, um mago do reggae, e juntam-se a nomes como Aston "Family Man" Barret (baixista) e Carlton Barret (bateria). Com essa nova formação, os Wailers, chamam atenção de Chris Blackwell, branco e rico, que funda o selo Island e resolve investir no reggae. Chris consegue dar ao grupo um tratamento igual ao dado às bandas de rock da época, e sob tais condiçães o álbum "Catch a Fire" é lançado, 1973 Em 73, mesmo, os Wailers lançam outro disco: Burni', onde gravaram "I Shot The Sheriff", junto com Eric Clapton. Com esses dois discos, Bob ganhou uma mansão de Blackwell na área nobre de Kingston. Após esse fato, Peter Tosh saiu da banda para tentar uma carreira solo e Bunny foi pelo mesmo caminho, por que tinha medo de viagens de avião. A banda, então, mudou o nome, passou a se chamar Bob Marley & The Wailers, e as vagas deixadas por Peter e Bunny passaram a ser preenchidas pelas I-Threes, grupo vocal formado por Rita Marley (esposa de Bob), Marcia Griffiths e Judy Mowatt. O primeiro álbum da nova era foi "Natty Dread", que tinha hits como "No Woman No Cry" e "Lively Up Yourself". Já consagrados internacionalmente Em 75, o grupo fez um show histórico na Inglaterra (Lyceum, Londres), de onde saiu o disco "Live!", lançado em no mesmo ano. O ano de 76 foi conturbado: lutas políticas na Jamaica e o assassinato de Hailé Selassié por seus próprios soldados (que resultou na música "Jah Live"). No meio de tantas pedradas, Marley lançou o álbum "Rastaman Vibration". Com esses lançamentos constantes de novos álbuns podia-se verificar a facilidade com que Marley compunha suas músicas. "War", influenciado pela situação que se passava foi o destaque do disco. Nesse mesmo ano, Bob sofreu um atentado a tiros em sua casa. Levou um tiro no braço, enquanto Rita levou um de raspão na cabeça e Blackwell, vários tiros. O atentado assusta Bob, que se mudou para Londres. Lá, Bob apadrinhou o movimento reggae local e viu surgimento de grupos como Steel Pulse e Aswad, lançou também dois álbuns, "Exodus" (1977) e "Kaya" (1978). A turnê européia serviu de combustîvel para o ao vivo "Babylon By Bus", em 1979. Ainda na Europa, Bob machucou o pé numa partida de futebol - o mesmo que já havia ferido seriamente dois anos antes. O machucado virou uma infecção feia e os médicos sugeriram a amputação do dedo. Por motivos religiosos, o cantor negou a ação médica. A infecção progridiu para um câncer e tomou posse de Bob. No livro "Catch A Fire", a mais completa biografia sobre o cantor, o jornalista Timothy White afirma que a doença "corroeu Bob por dentro como as formigas atacando um ackee (fruta tîpica da Jamaica)". Em 1978, saiu o disco "Survival", inspirado na viagem de Marley à África. A música "Zimbabwe" tornou-se símbolo das manifestações políticas daquele país. Bob e os Wailers são convidados para tocar no show de independência do país. Antes disso, Bob visita o Brasil, onde jogou bola com Chico Buarque. Em 1980, Bob ainda lançou o disco "Uprising", que inclui a mais bonita e melodiosa música de Bob Marley: Redemption Song. Talvez, por acaso, a última que Bob compôs. Ela fala da retirada cruel dos escravos da África, e é um estîmulo para que os africanos não se deixem dominar pelos povos da Babilônia (europeus). Ainda em 1980, Bob desmaia durante um show no Central Park, NY. O câncer se alastra por pulmões, fígado e cérebro. Ele se interna na clínica do Josef Issels, na Áustria, para um tratamento com bases naturistas, sem resultados positivos. De volta à Miami e sem os dreadlocks - perdidos em inúmeras seções de quimioterapia -, o "Honorável" Robert Nesta Marley (título que ganhou do governo jamaicano no dia de seu enterro, por sua contribuição, dentre outras, a cultura loca) morre no dia 11 de maio de 1981. Aos 36 anos. Bob é cremado ao lado de um pote de ganja, sua inseparável Gibson Les Paul e uma Bíblia aberta. Suas cinzas repousam em St. Ann, lugar onde o cantor nasceu. Muitas pessoas só conhecem Bob Marley e conseqüentemente o repudiam por causa do seu amor à marijuana. Talvez não saibam que a erva era sagrada não só para ele, mas como para todos os rastafaris. A erva é para eles como a bebida, o álcool é para nós, e assim como nos repudiamos a erva, eles repudiam o álcool. Mas talvez poucos conheçam o lado lutador de Bob. Pode-se comprovar em suas letras que Bob considerava a África seu lar espiritual e ficava inconformado com o domínio europeu que sempre pairou sobre a mesma. Bob foi um homem bom, generoso. Ajudava os pobres, não ligava para o dinheiro que ganhava. Bob Marley foi mais do que um simples cantor. Bob foi o primeiro artista vindo do Terceiro Mundo a conseguir um prestígio internacional considerável, numa época que o "iêiêiê" dos Beatles era ouvido cansativamente por todos. Bob foi um idealista, um autodidata, que mesmo sem ter estudado, impressionou o mundo com sua inteligência. Bob é uma lenda, e como todo texto sobre ele tem de terminar assim desse jeito, a lenda continua (The Legend Lives On)... 

Assunto ruins


Disem que Bob Marley , Foi só mais um dos Regueiros maconheiros , Mintira    as pessoas julgam os outros pelos que veren , não pelo que elas são   , Entaun preste mais atenção no que voces dizem